Casamento homoafetivo


Ultimamente vivemos uma série de discussões éticas sobre muitos temas polêmicos, e o tema do momento é a homossexualidade.

A sexualidade sempre foi assunto corrente em todas as rodas de conversa, sejam elas cultas, ou populares, senão declarações populachas senão jocosas.

Mas em voga e temática é a questão da homossexualidade e o casamento entre pessoas que se sentem atraídas sexualmente/emocionalmente por pessoas do mesmo sexo.

A homossexualidade desde 1886 era tratada como doença sendo o sexólogo Richard von Krafft-Ebing

Richard-Von-Kraft-Ebing
Richard-Von-Kraft-Ebing

responsável por este enquadramento, afirmando ser uma inversão congênita, ou inversão adquirida, tese afirmada em sua obra Psychopathia Sexualis.

Tal situação piora a partir de 1952 onde as principais Entidades Psiquiatricas classificou como desordem mental , mas tal realidade começa a mudar a partir de 1973  quando reveram os métodos adotados e excluiram o método usado nos períodos anteriores, que era o método empírico, ou seja sem base científica, onde afirmaram uma nova declaração  “a homossexualidade em si não implica qualquer prejuízo no julgamento, estabilidade, confiabilidade ou capacidades gerais sociais e vocacionais.”

Cabe salientar aqui que inúmeras pessoas sofreram por ser diferente, mesmo tentando mudar a sua realidade, em muitos países era crime e foram condenados por este crime.

Mas caberia a terminologia CASAMENTO numa união estável entre pessoas do mesmo sexo?

O assunto é complexo, não na questão juridica, pois  dentro do nosso “foco” brasileiro há uma aceitação desta união e garantias básicas são resguardadas pela nossa constituição.

britney e madona
beijo britney e madona


Mas na ótica TEOLÓGICA o uso do casamento fere a questão basilar do proposto pela ótica religiosa judaico-cristã, pois o homem foi feito para a mulher, para ambos se unir numa só carne, como proposto em Gênesis 2:24.

O que estou falando não se trata de julgar certo ou errado tal prática, mas sim a terminologia usada, pois dentro da ótica religiosa, o casamento foi a primeira instituição realizada por Deus, ainda no Éden, o que evidencia um plano primaz para todo ser humano.

No aspecto nacional, há toda uma jurisprudência a favor da UNIÃO ESTÁVEL, portanto há um amparo legal nesta união, mas o que fere o conceito religioso é a questão do CASAMENTO.

Outro grande problema é a EXCLUSIVIDADE DOS GRUPOS que procuram direitos para seu grupo criando desta forma discriminações/racismos legais, garantindo para si direitos estes exclusivistas dentro dos iguais, pois querem direitos exclusivistas exigindo igualdade, o que é estranho num estado de direito democrático.

Claro que os direitos de cada um devem ser respeitados amplamente seja no lado jurídico ou social, mas há grupos e pessoas que não podem ser contrárias a sua posição religiosa, por questão de natureza religiosa, portanto o que deve imperar é o bom senso de todos, pois de um lado afirmam estar brigando por um amparo legal, onde este já existe, na verdade brigam por um exclusivismo e neste exclusivismo cria-se os exageros que devem ser combatidos, em suma:

“Procuram exclusivismo para assim exigir direitos plenos, que ferirá outros direitos não exclusivistas”

O modelo atual já vislumbra os seus direitos, claro não garantem exclusividade, esta exclusividade deve ser aplicada e tratada nas diferenças, mas se a própria psicologia/psiquiatria os trata como iguais, por que a exclusividade então?

Se o casamento dentro da ótica aborda a questão de Pessoas de sexos diferentes se unindo, qual modelo seria aplicado aos homoafetivos?

A União estável é o termo mais adequado desdobrando no “parceiro” ou conjuge.

Mas casamento é ir além, pois afronta a questão religiosa, assim definida em Genesis 2:24 e mais uma vez nota-se o exclusivismo legal querendo se impor numa questão entre iguais.

Portanto o direito de se unir é constitucional e abraça a todos, a definição conjugal ( consorte ) abraça a todos, agora por que exigir um exclusivismo legal?

mordaça gay
mordaça gay

Pois a PL 122/06 não abraça a todos os brasileiros, mas sim os de opção sexual/emocional homoafetiva apenas gerando um exclusivismo entre os iguais.

Sem me aprofundar na questão religiosa, mas expondo um simples trecho bíblico juntamente com a questão exclusivista, nota-se o equívoco em exigir uma igualdade gerando exclusivismo.




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